NOTA DE PESAR E REPÚDIO – SINDPESP
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP) manifesta seu profundo pesar pelo trágico episódio que vitimou o Investigador da Polícia Civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos, e feriu o também Investigador Marcos S. de Sousa, ambos alvejados por disparos efetuados por um policial militar durante operação na Zona Sul da capital.
Neste momento de dor, o SINDPESP se solidariza com os familiares e amigos das vítimas, especialmente com os entes queridos do colega Rafael, que tombou no exercício de suas relevantes funções, defendendo a sociedade paulista com coragem e compromisso.
Lamentavelmente, esse episódio não é um caso isolado. Ele reflete uma política de segurança pública equivocada, que tem estimulado a rivalidade entre as instituições policiais em vez de promover a integração e o respeito mútuo entre os profissionais da área.
A ausência de protocolos operacionais unificados, o descaso com a cooperação institucional entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, somados à adoção de medidas que sistematicamente desvalorizam os policiais civis, têm gerado falhas graves — com consequências fatais, como a perda irreparável de um servidor público em pleno exercício do dever.
A tragédia que se abateu sobre a Polícia Civil paulista evidencia uma falha estrutural grave, que precisa ser enfrentada com responsabilidade e urgência. Tais circunstâncias não apenas desmotivam os profissionais da segurança pública, como também contribuem para o aumento da criminalidade e da violência, com reflexos diretos na segurança da população, que fica cada vez mais exposta à ação de criminosos.
O SINDPESP reitera que a segurança pública deve ser tratada como uma política de Estado, e não como instrumento de poder, dominação ou controle. Delegados e demais policiais civis exigem respeito institucional, valorização profissional e condições adequadas para o exercício de suas funções com segurança, dignidade e autonomia.
Diante disso, conclamamos o Governo do Estado a adotar medidas concretas e eficazes para evitar que tragédias como essa se repitam. Entre elas, é fundamental que a nova Lei Orgânica da Polícia Civil inclua dispositivos que reconheçam e valorizem os policiais civis paulistas, fortalecendo a atuação da instituição em prol da sociedade.
O povo paulista merece uma segurança pública eficiente, integrada e profissional — e não um sistema desarticulado e conflituoso que coloca em risco seus próprios agentes.
DIRETORIA DO SINDPESP








